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Mostrando postagens de agosto, 2026

CETER/RJ aprova proposta de novo piso e recoloca o trabalho no centro do desenvolvimento do Rio

Carlos Lima* O Conselho Estadual de Trabalho, Emprego e Renda do Rio de Janeiro (CETER/RJ) aprovou por maioria, em sua 170ª Reunião Ordinária, realizada em 27 de agosto de 2026, a proposta da Bancada dos Trabalhadores para o Piso Salarial Estadual de 2027. A decisão representa um passo importante para recuperar a política de valorização do trabalho no Estado e atualizar uma legislação que precisa acompanhar as transformações da economia e o custo de vida da população fluminense. A proposta estabelece quatro faixas salariais: R$ 1.920,60 na Faixa I; R$ 2.673,00 na Faixa II; R$ 3.821,40 na Faixa III; e R$ 4.811,40 na Faixa IV. Os valores foram organizados de acordo com a qualificação, a responsabilidade e a complexidade das diferentes ocupações. A nova estrutura reconhece tanto os trabalhadores da indústria, dos serviços, do comércio, da construção, da alimentação, da limpeza e do cuidado quanto os técnicos e profissionais de nível superior que movimentam as cadeias produtivas do Rio...

Porta voz do “mercado”, UOL julga o Banco do Brasil

  Carlos Lima* O UOL publicou nesta sexta-feira, 14 de agosto, uma matéria para explicar por que as ações do Banco do Brasil caíram mesmo depois de o banco apresentar lucro bilionário. O centro da explicação está no crescimento da inadimplência, principalmente no agronegócio, onde chegou a 6,3%. O problema existe, mas a forma como é apresentado revela algo muito comum no jornalismo econômico: a visão do chamado “mercado” aparece como se fosse a interpretação natural da economia, enquanto o papel do Banco do Brasil como banco público e agente de políticas governamentais praticamente desaparece. O próprio balanço mostra uma realidade mais ampla. O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 13,9% sobre o trimestre anterior. Mesmo assim, o foco da cobertura se deslocou para a inadimplência e para a reação negativa das ações. A questão não é esconder problemas do BB...

FLUMINENSE: ALTERNATIVAS DE CAPITALIZAÇÃO NÃO COMBINAM COM ENTREGA DE CONTROLE

Carlos Lima, economista e sócio torcedor do Fluminense Um caminho para profissionalizar, capitalizar e preservar o controle do clube A notícia de que a direção do Fluminense aguarda uma nova proposta para a constituição da SAF, depois de considerar insuficientes as condições apresentadas em 2025, recoloca o debate em bases mais adequadas. A direção está correta ao exigir melhora das condições oferecidas pelos investidores. Mas uma proposta maior não é necessariamente uma proposta estruturalmente melhor. Se o aporte inicialmente previsto de R$ 500 milhões aumentar significativamente, isso melhora a relação econômica da transação, mas não responde à questão principal: por que o Fluminense precisa entregar o controle? Uma proposta de R$ 700 milhões, R$ 800 milhões ou mesmo R$ 1 bilhão pode continuar inadequada se mantiver uma estrutura em que os investidores controlam aproximadamente dois terços da SAF, dominam o Conselho de Administração, recebem a maior parcela da valorização futura e p...