Por Carlos Lima* Como não sou psicólogo, pedi a ajuda a IA para fazer esse texto sobre a proliferação dos chamados “bebês reborn” — bonecos hiper-realistas que imitam recém-nascidos. Essa espécie de massificação expõe traços significativos de uma cultura marcada pela regressão afetiva e pela negação das responsabilidades adultas. Embora tais objetos sejam, em certos contextos, utilizados com finalidades terapêuticas legítimas, seu consumo massivo revela elementos preocupantes de uma infantilização tóxica dos adultos , que deve ser analisada à luz da psicologia social crítica e das contradições do capitalismo contemporâneo. Trata-se de uma mercadoria que mobiliza afetos, ansiedades e carências em larga escala. Vendidos com trajes personalizados, “certidões de nascimento” e kits de cuidado, os reborns não são apenas brinquedos sofisticados ou peças de coleção: tornam-se simulacros de filhos, com os quais muitas pessoas estabelecem vínculos emocionais profundos. Há casos em que adultos o...
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