Por Carlos Lima* O plano de saúde dos empregados da Caixa Econômica Federal, construído ao longo de décadas como expressão concreta da solidariedade e da luta coletiva dos bancários, vem sofrendo um processo acelerado de desmonte. A atual gestão da empresa, mesmo sob um governo popular, opta por manter políticas neoliberais herdadas do período golpista, como o famigerado teto de 6,5% da folha de pagamento para a contribuição patronal. Essa decisão, longe de ser neutra, é profundamente lesiva aos direitos dos trabalhadores — especialmente dos aposentados, que estão sendo empurrados para fora do plano por conta de reajustes brutais. Um dos efeitos mais cruéis dessa política é a previsão de um aumento médio inicial de 77% nas mensalidades dos aposentados, conforme divulgado pela APCEF/SP. Embora esse reajuste ainda não tenha sido efetivado, sua mera possibilidade evidencia o objetivo oculto da Caixa: tornar inviável a permanência dos que mais utilizam o plano, forçando a saída de milha...
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