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Mostrando postagens com o rótulo Austeridade

Correios do Brasil: entre o desmonte e o potencial de reconstrução estratégica

Por Carlos Lima* Por uma política pública moderna, socialmente útil e economicamente sustentável Por muito tempo, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT) foi símbolo de integração nacional e um dos serviços públicos mais reconhecidos pela população. Mesmo diante de décadas de sucateamento, ataques privatistas e políticas de austeridade, os Correios resistiram. No entanto, em 2025, a atual gestão da estatal anuncia um pacote de cortes que expõe não apenas um diagnóstico apressado da crise, mas também uma concepção de futuro míope, restrita a um ajuste contábil e distante de qualquer estratégia nacional de desenvolvimento. Enquanto países como Índia, França, Japão, Alemanha e China reposicionam suas estatais postais como braços logísticos, financeiros e digitais do Estado, o Brasil insiste em fazer a EBCT andar de marcha à ré. A austeridade como resposta errada para uma crise estrutural Com um prejuízo de R$ 2,6 bilhões em 2024, a direção dos Correios anunciou medi...

Cresce a precarização nas prefeituras: o avanço dos contratos temporários e a erosão do Estado de Bem-Estar Social

Por Carlos Lima* Enquanto o Brasil ainda sonha com a construção de um Estado de Bem-Estar Social pleno, digno das promessas constitucionais de 1988, um dado alarmante revela o caminho inverso: entre 2013 e 2023, as prefeituras brasileiras ampliaram em 52,5% o número de funcionários temporários. Hoje, cerca de 20% da força de trabalho municipal é composta por trabalhadores sem vínculo permanente, segundo dados divulgados pelo IBGE e noticiados pela Folha de S.Paulo . Em 11% dos municípios, mais da metade do funcionalismo é temporário. Sob o pretexto de contenção de despesas e de respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal, prefeitos e gestores substituem concursos públicos por contratações frágeis, de curta duração, que minam a estabilidade e a profissionalização do serviço público. Na prática, isso equivale a desmontar as bases do serviço público de qualidade e a desfigurar o papel do Estado como garantidor de direitos. O impacto é profundo nas áreas mais sensíveis à população — saúde,...