Por Carlos Lima, economista Resumo O presente artigo discute o enfrentamento do machismo na sociedade moderna sob a ótica do feminismo emancipacionista. Rejeitando abordagens moralizantes centradas na reeducação individual dos homens, propõe uma análise estrutural que articula gênero, classe e reprodução social. O texto parte da crítica à personalização da opressão de gênero, aprofunda o entendimento do machismo como componente funcional do capitalismo e propõe caminhos para o fortalecimento da luta popular por transformação real das condições de vida das mulheres. Por que não basta “ensinar o homem a não ser machista” O debate público contemporâneo sobre o machismo frequentemente se limita à esfera comportamental, adotando estratégias moralizantes que buscam “ensinar homens a não serem machistas”. Embora essa abordagem possa parecer progressista, ela oculta a natureza estrutural da opressão de gênero e acaba por despolitizar uma luta que exige transformação profunda das bases soci...
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