Por Carlos Lima Nos últimos 15 anos, o Brasil e o mundo atravessaram crises profundas: a derrocada financeira global de 2008-2009, a instabilidade das commodities, os golpes institucionais na América Latina, a pandemia e o avanço da extrema direita em várias regiões. O sistema financeiro, no entanto, não apenas resistiu a todas essas tormentas — ele prosperou. E parte desse êxito deve-se à sua capacidade de revestir-se com discursos de modernidade, inovação e responsabilidade social , como fizeram os grandes bancos, em especial o Itaú. Em 2011, o Itaú lançou a campanha “O que move o mundo são as ideias” , em um contexto de crise econômica e inquietação social global. Enquanto o mundo discutia regulação financeira, justiça social e novos modelos econômicos, o banco preferia oferecer uma narrativa etérea, despolitizada, centrada na criatividade e no individualismo. Era a tentativa de se apresentar como ator positivo da sociedade, enquanto continuava acumulando lucros bilionários com ...
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