Por Carlos Lima Nos dias 6 e 7 de maio, o todo-poderoso Comitê de Política Monetária — aquela turma “independente” que, na prática, responde com um telefonema aos caprichos do mercado financeiro — vai se reunir de novo para decidir o destino da economia brasileira. Spoiler: não espere nada diferente. A expectativa é manter a taxa Selic no criminoso patamar de 14,25% ou, quem sabe, dar mais uma espetada para cima — afinal, os rentistas estão com sede. Enquanto o Brasil real tenta sobreviver com crescimento de 1,7% ao ano, desemprego batendo quase 8% (e com quase metade da força de trabalho na informalidade ou na uberização), nossos “gênios” da política monetária seguem convictos: para domar a inflação, o remédio é sempre o mesmo — desemprego, arrocho salarial e sufocamento da atividade econômica. Um show de criatividade. A ata da última reunião já havia deixado a mensagem clara, numa prosa tão fria quanto desumana: “a desaceleração da atividade econômica é elemento necessário para a ...
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