Por Carlos Lima – economista Enquanto a China avança em suas relações com a América Latina por meio de iniciativas como a CELAC e a Nova Rota da Seda, os Estados Unidos reagem com ameaças veladas e pressões diplomáticas para conter essa aproximação. É o que revela o artigo publicado no último dia 12 de maio pelo Financial Times, reproduzido pela Folha de S.Paulo, ao relatar o dilema da Colômbia diante de possíveis sanções norte-americanas por anunciar sua adesão à BRI (Belt and Road Initiative). O caso colombiano expõe mais uma vez o que tem sido a regra nas relações hemisféricas: a América Latina ainda é tratada por Washington como um quintal geopolítico. A ameaça, feita de maneira nada sutil por um ex-funcionário do Departamento de Estado, de favorecer exportadores concorrentes se a Colômbia estreitar laços com Pequim, não é apenas uma atitude antidemocrática — é a expressão clara de uma política externa baseada no controle e na coerção, típica de potências que veem a ascensão multip...
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