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Mostrando postagens com o rótulo Banco Central

É a raposa cuidando do galinheiro: os juros altos e o saque institucionalizado

Por Carlos Lima O povo sabe das coisas. Não por acaso existe aquele ditado certeiro: “Colocar a raposa para cuidar do galinheiro não dá certo.” É exatamente isso que acontece no Brasil quando falamos da política de juros e do papel do Banco Central. O que vemos hoje é o mercado financeiro — os grandes bancos, fundos e especuladores — ditando a política monetária que vai diretamente encher seus próprios bolsos , enquanto o povo paga a conta com arrocho salarial e precarização. O Boletim Focus , que virou referência para as decisões do Copom, é o maior exemplo desse absurdo institucionalizado. Ele é alimentado por aqueles mesmos bancos e agentes financeiros que têm interesse direto em juros altos. Eles jogam o jogo e ainda escrevem as regras: dizem que a inflação está ameaçadora, criam um clima de pânico, e o Banco Central responde prontamente aumentando a taxa Selic — o que significa lucros bilionários para os mesmos que apontaram o “problema”. Nesta semana, a farsa se repetiu: o C...

O Copom Vai Decidir: Mais uma Dose de Veneno para a Economia

Por Carlos Lima Nos dias 6 e 7 de maio, o todo-poderoso Comitê de Política Monetária — aquela turma “independente” que, na prática, responde com um telefonema aos caprichos do mercado financeiro — vai se reunir de novo para decidir o destino da economia brasileira. Spoiler: não espere nada diferente. A expectativa é manter a taxa Selic no criminoso patamar de 14,25% ou, quem sabe, dar mais uma espetada para cima — afinal, os rentistas estão com sede. Enquanto o Brasil real tenta sobreviver com crescimento de 1,7% ao ano, desemprego batendo quase 8% (e com quase metade da força de trabalho na informalidade ou na uberização), nossos “gênios” da política monetária seguem convictos: para domar a inflação, o remédio é sempre o mesmo — desemprego, arrocho salarial e sufocamento da atividade econômica. Um show de criatividade. A ata da última reunião já havia deixado a mensagem clara, numa prosa tão fria quanto desumana: “a desaceleração da atividade econômica é elemento necessário para a ...